Silvana Saturnina Santos, alagoana , viajou para a Itlia a convite do pai e avs de dois de seus trs filhos--- o mais novo, de oito meses, ainda no apresentado ao pai. 

No aeroporto de Roma, foi detida no posto policial , apesar de todos os documentos em ordem, e tratada com descaso e ofensivamente. Os policiais no quiseram se comunicar com a famlia do marido, apesar de ela lhes ter dado o telefone. Queriam que ela comprovasse que tinha US$ 1.000 para uma pequena permanncia no pas. Caso contrrio ,  tinha que retornar a So Paulo. 

Sem poder se ausentar do aeroporto, recorreu a uma espanhola com quem viajou de So Paulo a Roma. Esta telefonou para a famlia de Davide, para cuja casa iria. Por conselho dele, fingiu estar passando mal, para ser internada no hospital. Infelizmente, os mdicos constataram que ela no tinha absolutamente nada. A estratgia no deu certo. 

Retornou ao aeroporto e tentou a ltima cartada: com a desculpa de comprar gua e biscoito para os filhos, obteve permisso para sair do isolamento. Conseguiu esconder-se da polcia por mais de trs horas, ali mesmo nas lojas do aeroporto. Com o truque , chegou ao destino. Sem queixas contra a companhia area, confessou-se humilhada pela polcia italiana. A notcia chegou  primeira pgina do Corriere della Sera , e o consulado geral do Brasil em Roma  cobrou do inspetor policial esclarecimentos sobre a arbitrariedade . Aps isso, o tratamento foi outro. 

